
O mundo religioso, seja ele judaico ou não, está pasmo.
O rabino Henry Sobel, um dos mais conceituados religiosos do país, foi preso nos Estados Unidos ao roubar três lojas de marca, levando ao total quatro gravatas. A Giorgio Armani foi a única que não se manifestou à respeito.
Sobel foi detido na cidade de Palm Beach, nos Estados Unidos, acusado de furtar gravatas de uma loja da rede Louis Vuitton, o que é negado por Sobel. Ele foi detido em 23 de março de 2007, e, após passar uma noite sob custódia, pagou fiança de 3 680 dólares e foi liberado.
Sobel teria sido flagrado por câmeras de segurança da loja cometendo o crime; em seu carro teriam sido encontradas pela polícia quatro gravatas, das marcas Louis Vuitton, Giorgio’s, Gucci e Giorgio Armani. As quatro gravatas têm valor estimado de 680 dólares.
Henry Sobel negou ter a intenção de praticar furtos, e fez um apelo para que não sejam desqualificados seus “valores morais”. O rabino pediu afastamento temporário da Congregação Israelita Paulista (CIP), onde é presidente do Rabinato.
Fora isso, querem levar o caso para Israel. A Comunidade Judaica, que ficou iradíssima com o rabino por causa do caso, quer levar a situação so Conselho Rabínico Mundial, inclusive pelo fato de Sobel ter passado pelo shabat (descanso, em hebraico) na cadeia. A Comunidade diz que é uma falta gravíssima, um desrespeito a ele.
Também descobri que pessoas próximas ao rabino dizem que, de uns tempos para cá, ele vem sofrendo de crises de senilidade e cleptomania. Fora isso, Sobel deu uma entrevista ao site G1, dizendo que “nada disso é verdade”, “a foto no site não é minha e posso provar” e que “tomará providências”, além de enfatizar que “alguém está tentando fazer um escândalo”.
Rabino, eu confesso que sempre o respeitei, pois eu admiro as religiosidades em si, sem distinção. Admiro demais o seu trabalho com o “Brasil: Nunca Mais” e sua proximidade com as demais religiões. Mas infelizmente o erro está aí, foi cometido, foi um tanto vergonhoso. É uma pena, pois macula uma reputação que não devia (essa é a expressão mesmo: não devia) ser suja ou corrompida.
É uma pena para a comunidade judaica e eu, como tenho amigos judeus, só posso lamentar. Mas lembrem-se de que a culpa não é da religião. Não saiam por aí falando como o Mel Gibson, que disse coisas anti-semitas. Não despertem ódio ao judaísmo, nem saiam dizendo que “todo judeu é ladrão”, ou “todo judeu rouba”.
Eu podia escrever um tratado sobre preconceito religioso. Mas o que vale, além das quatro gravatas, é a reputação. E isso, Rabino, não há gravata da Gucci que lhe trará de volta.









Ódio nada. A maior admiração pelo Sobel.
Roubar gravatas é coisa de macho. O mundo está precisando desses exemplos deploraveis de macheza.
eheheh…
Beijo!
T§
PS: Belo texto. Eu não saberia fazer uma análise realmente séria desse tema, porque, bem, é tragicômico mesmo..
Importantíssimo isso que você falou. Não se pode misturar as coisas. Sempre tem algum espertinho querendo fazer esse tipo de associação.