Atchung! Se por um acaso você não assistiu o filme ainda, tá esperando o que? Ops, quero dizer, evite ler o post daqui para baixo. Vou dar uma de crítica de cinema e comentar trechos do filme, falar dos atores e principalmente, analisar o final do filme e sua lição. É claro que, se você ainda lembra das aulas de História, ou leu a graphic novel, sabe o final do filme. Mas, como eu soube o final de Titanic na fila do cinema, porque o cara da frente contou para a acompanhante, eu sugiro que você não me chame de estraga-prazeres e assista o filme antes de ler o post. Ufa! Tá avisado.

“300 de Esparta” (300, E.U.A., 2007)
Direção: Zack Snyder
Gerard Butler (Rei Leônidas)
Lena Headey (Rainha Gorgo)
David Wenham (Dilios)
Dominic West (Theron)
Vincent Regan (Capitão)
Michael Fassbender (Stelios)
Rodrigo Santoro (Xerxes)
Andrew Tiernan (Ephialtes)
Andrew Pleavin (Daxos)
Tim Connolly (Pai de Leônidas)
Marie-Julie Rivest (Mãe de Leônidas)
Tyler Max Neitzel (Leônidas – 12 anos)
Tyrone Benskin (Emissário persa)
O filme é baseado na graphic novel de Frank Miller, que conheceu Leônidas e os 300 quando assistiu o filme The 300 Spartans, de 1961.

Na história, conta-se a Batalha das Termópilas, quando o rei Leônidas, contrariando o Conselho de Anciões e o Oráculo, parte para enfrentar o exército do Deus-Rei Xerxes, que ameaça Esparta.
Para começar, o visual é muito parecido com os quadrinhos. As cenas de luta são de perder o fôlego, e o sangue jorrado parece um desenho quadro-a-quadro de um desenhista profissional. Os enquadramentos, o jogo de cena, as luzes, as paisagens e personagens, tudo parece se encaixar com a surpreendente trilha sonora, que faz o coração bater mais forte.

Gerard Butler mostra o rei Leônidas que você imagina quando lê os livros de História. Um espartano moldado para a batalha, mas que não deixa de amar sua mulher (uma espartana de garra, diga-se de passagem) e seu filho, que fará a iniciação na arte da guerra no ano seguinte.
Leônidas faz questão de mostrar aos persas que “isto é Esparta”. É uma sociedade que não se submete, não se rende e não dá as coisas de mão beijada. Que ensina que a Honra e a amizade vencem qualquer batalha, mesmo que às vezes o resultado não seja exatamente aquele que achamos.
Ele vence a batalha moralmente. Transforma os espartanos em soldados fiéis, lutadores e que defendem sua terra e sua água com o coração e com o sangue. Corta o coração ao ver a morte dos 300, após fazer um Deus- Rei sangrar, como ele mesmo disse que o faria à Xerxes.
Mostra também que a traição de Ephialtes é mais do que uma traição, é uma covardia. Ao dizer “que você viva eternamente” a ele, Leônidas mostrará que não é só a flecha que mata. Será o remorso.
Rodrigo Santoro transforma seu megalomaníaco rei Xerxes em algo impressionante. A maquiagem, as cenas, o posicionamento de quem acha mesmo que é um Deus fazem de Xerxes uma bela surpresa em “300″. O gigante de 3 metros de altura e costumes excêntricos, além dos vários piercings e penduricalhos de um Deus-Rei mostram os exageros de Xerxes. Mas são exageros que fazem suas aparições nos darem nojo de um rei louco. E é um nojo saudável, pois mostra que Rodrigo veio exatamente mostrar que pode ser sim um astro de Hollywood. Ah, se pode.
Um filme como “300″ surpreende e faz com que, definitivamente, fique como provavelmente o melhor filme do ano. Faz com que nós tenhamos uma aula de História, uma aula de Mitologia e, principalmente, uma aula de como se faz cinema.
Aplausos. De pé.